Kléber chama Geraldo de 'operador da política' de ACM Neto: 'Mudança de localização não significa mudança de concepção'

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Evilásio Júnior

Blog do Vila

11 de abril de 2024 às 06h00

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O pré-candidato a prefeito soteropolitano pelo PSOL, Kléber Rosa, não se convenceu do discurso do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que falou em "sentimento de libertação" ao comentar a troca do grupo liderado pelo atual gestor da cidade, Bruno Reis (União Brasil), pela base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Em entrevista ao programa Fora do Plenário, da Rádio Salvador FM, nesta quarta-feira (10), o historiador calculou que pode tirar vantagem eleitoral da suposta contradição do emedebista. 

"Nós temos condições totais de ir ao segundo turno e disputar essa eleição e explico o porquê. Só existem dois projetos em disputa nesse processo eleitoral: um projeto da direita e um projeto da esquerda. Geraldo Júnior não é de esquerda. Ele é um candidato que tem a mesma matriz ideológica de Bruno Reis. Eles estavam juntos no mesmo governo. Geraldo Júnior construiu o governo de ACM Neto. Ele foi um operador da política de ACM na Câmara de Vereadores, para aumento de IPTU, desafetação de terrenos e tudo o que estamos discutindo. A mudança de localização não significa uma mudança de concepção. À medida em que o debate for esquentando, a população vai entender que só existe um projeto de esquerda que está posto, que é o projeto de esquerda defendido por nós. E eu acredito, sinceramente, que nós vamos superar Geraldo Júnior, podendo chegar ao segundo turno", apostou o socialista.

Kléber negou ainda a possibilidade de um eventual apoio a Geraldo no segundo turno, como ocorreu na eleição de 2022. De acordo com o postulante, a medida adotada pelo PSOL no último pleito estadual se deveu a uma "união dos setores progressistas" contra o que chamou de possibilidade de "retorno do grupo aristocrático" encabeçado pelo então candidato a governador ACM Neto (UB).

"Temos críticas à maneira como o PT governa o Estado, mas não temos dúvidas do quão perigoso seria entregar a Bahia a esses setores oligárquicos", argumentou.

O prefeiturável refutou também a tese de que sua sigla foi recompensada pela adesão por cargos no Palácio de Ondina: "Setores do partido dialogaram com o governo e ocuparam espaços. Nunca foi o PSOL". Até o início deste ano, pessolistas ocuparam diretorias do Centro de Memória e do Arquivo Público, mas foram obrigados a entregar os postos.

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